O Brasil é o sinônimo do país do desdentado. Infelizmente o uso da prótese móvel ainda é uma realidade. Seja ela total, a conhecida dentadura, seja ela parcial, aquela removível. É muito comum usarmos esse recurso para devolução da estética, da fonética e da mastigação do paciente.
Quando falamos das próteses móveis, as quais o paciente precisa retirar para garantir a higienização, não são raros os casos em que os usuários se perdem na contagem da sua vida útil.
Graças a grande capacidade adaptativa do ser humano é normal que as próteses móveis fiquem precárias e comecem a comprometer a saúde. Isso acontece, pois, nossa estrutura bucal e dentária sofre mudanças, e as próteses não conseguem acompanhar. Dessa maneira, o aparelho começa a provocar micro-lesões no interior da nossa boca. No começo a dor é intensa e o desconforto é grande, mas com o tempo vamos nos acostumando a ela e deixamos de procurar ajuda. Quanto mais tempo deixamos que essas feridas se tornem normais, maiores são as chances delas evoluírem para um câncer bucal.
Para evitar isso, a recomendação é procurar um profissional anualmente. Mesmo que sua prótese seja simples. O dentista realiza a higienização correta do aparelho, verifica a adaptação interna junto ao tecido gengival e dentário, e pode indicar a troca da prótese, se necessário for. Essa troca é recomendada a cada 5 anos, por conta do material com base em acrílico. Algumas próteses duram mais e outras menos, variando conforme o hábito de cada paciente. Porém, não deixe de fazer seu check-up anual e garantir a saúde da sua boca.

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